IMG_5450BRASÍLIA – O coordenador da Bancada Federal do Maranhão, o deputado Pedro Fernandes (PTB), convocou reunião para discutir diversos assuntos atinentes ao Estado, dentre os quais o possível corte de 30% dos recursos destinados ao Sistema S como forma de conter a crise econômica. Para falar sobre o assunto esteve presente o presidente da Federação das Indústrias do Maranhão – Fiema, Edilson Baldez.

O presidente disse que há dois cenários possíveis: um corte de 30% para Sistema S e uma retenção de 50% para a indústria por causa da desoneração da folha que está sendo feita e que traz o efeito cascata. Sem considerar a queda da arrecadação que já está acontecendo nos últimos dois meses. O presidente da Fiema apresentou uma projeção do cenário no Maranhão caso ocorra a redução dos 30%.IMG_5444

“No caso do Senai, com esse corte, nós manteremos ainda alguns investimento que estamos fazendo em Caxias, Bacabal e Açailândia. No entanto, nós não vamos mais investir na Escola Raimundo Franco Teixeira, no Monte Castelo, para a qual estávamos programando uma reforma e ampliação. Não vamos mais construir uma unidade, que já estava contratada com o BNDES, em Rosário. A unidade que estava programada para o São Cristóvão, em São Luís, também poderá não ser mais construída. A ampliação da unidade de Balsas será cancelada. E haverá uma demissão de 140 a 180 pessoas – detalhou o presidente da Fiema.

Sobre o Sesi, Baldez afirmou que algumas escolas poderão ser fechadas.

“Vamos desmobilizar Açailândia, onde já temos escolas, mas já havíamos fechado contrato para construir um Centro de Qualidade de Vida e demitiremos 85 pessoas. Poderemos, ainda, fechar o Sesi de Caxias, Rosário e Balsas. Serão, assim, cerca de 170 demissões” – previu.

No caso da Fiema, as demissões podem chegar a 40% do efetivo.

“A Fiema sobrevive de recursos do imposto sindical, mas há, ainda, uma transferência pequena para que a Fiema administre o Sesi e o Senai. Iremos diminuir quase todos os serviços da federação e demitir quase 400 pessoas das mil que temos” – lamentou.

O coordenador da Bancada destacou a importância do Sistema S para o Brasil.

“O Sistema S leva educação de qualidade para todo o Brasil e nos preocupa muito esse corte. Mas, ficamos sabendo que já houve um recuo por parte do governo. Uma pátria educadora não pode mexer nos recursos da educação. Ainda tem a indústria do Conhecimento que tem grande aceitação nos município. É um programa de inclusão digital que realmente funciona”, disse Pedro Fernandes.

Edilson Baldez elencou resumidamente o trabalho que o Sistema tem realizado no estado.

“Temos unidades em São Luís, Bacabal, Rosário, Caxias, Balsas, Imperatriz, Acailândia, mas atendemos todo o Maranhão com unidade móveis motorizadas ou levando equipamentos e usando salas disponibilizadas pelas prefeituras. Temos convênio com mais de 50% dos municípios do estado. Temos interiorizado muito nossas ações com diversos cursos na área da indústria. Quando uma grande indústria vai instalar em algum município ela nos procura para capacitarmos os moradores. Não podemos parar algo que está dando certo”, afirmou Baldez.

O presidente da Fiema apresentou, ainda, uma proposta de manifesto para que todos os parlamentares do Maranhão assinem caso o governo anuncie essa diminuição de recursos.

“Se essa redução for feita em forma de Medida Provisória entrará em vigor imediatamente e no outro dia teremos que realizar todas essas demissões, fechamentos de unidades e cancelamentos de projetos. Já preparamos um manifesto prévio e todos os estados estão de mobilizando”, disse.