POLÍTICA

Parlamentar diz que grupos políticos diminuem a capacidade do próprio estado em nome de um projeto eleitoral.

Gilberto Léda
Da editoria de Política

Foto: De Jesus

O deputado Pedro Fernandes (PTB-MA) criticou ontem, em pronunciamento na Câmara dos Deputados, o discurso pessimista da oposição contra o próprio estado, relativizou índices que colocam o Maranhão na parte de baixo de rankings de desenvolvimento e destacou que, apesar de os adversários políticos “falarem mal”, os maranhenses percebem avanços em todas as áreas.

“Ao contrário de alguns colegas do Maranhão que falam mal do estado do Maranhão, eu quero dizer que ele é um estado de 332 mil quilômetros quadrados; tem a décima população do Brasil; é o que mais recebe irmãos nordestinos (todos os anos ainda continuam chegando); é o que carece de infraestrutura; tem o orçamento é igual ao do Congresso Nacional. Então, nós precisamos de poupança externa para desenvolver”, explicou.

O parlamentar comentou ainda o caos administrativo na Prefeitura de São Luís, modelo de gestão da oposição maranhense, e comparou o desempenho do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PTC) com o dos principais administradores da base governista.

Ainda de acordo com o deputado, o petecista foi abandonado pelos seus principais aliados, quando estes perceberam que o seu mau desempenho influenciaria negativamente na eleição deste ano.

“Quem tem capacidade gerencial faz. Essa oposição pregou que iria resolver os problemas da capital. Não conhecia o orçamento, não conhecia a máquina pública e chegou lá. Infelizmente, a capital está um caos. E até abandonaram o jovem prefeito. Esse grupo, que fala hoje, abandonou o jovem prefeito Edivaldo Holanda, que é um grande homem, luta sozinho. E agora o Governo do Estado vai ter de dar uma mão, porque o grupo do prefeito o abandonou no meio do caminho”, frisou.

Política – O uso do discurso contra o próprio Maranhão é um dos pontos mais fortes da oposição maranhense. Na Assembleia Legislativa, em discursos no interior, o que faz oposição ao governo não se proecupa em baixar a auto-estima do maranhense, menosprezando os potenciais do estado e a capacidade de trabalho do povo do estado. Foi exatamente esta postura antimaranhense que o deputado do PTB usou como reflexão em seu discurso na tribuna da Câmara Federal.

Fernandes pontuou, também, que o governo lutou desde o início da atual gestão para sanar problemas financeiros do estado e, assim, poder contrair os empréstimos que atualmente viabilizam programas de desenvolvimento nas áreas de Educação, Saúde, Segurança Pública e Infraestrutura.

Ele lembrou que os mesmos oposicionistas que criticam o aumento da capacidade de endividamento do Executivo, pouco fizeram, quando estiveram no comando do estado, para pagar empréstimos contraídos antes e, assim, possibilitar a captação de recursos para investimentos.

“Hoje, estamos asfaltando o acesso aos municípios que Roseana criou há 18 anos, mas foi preciso ela voltar agora e, com sua capacidade gerencial, conseguir dinheiro para asfaltar a ligação das BRs a esses municípios”, concluiu.

 Críticas ao Maranhão têm sido usadas desde 2006

 O tom crítico e agressivo à autoestima do povo maranhense começou a ser usado como discurso político no governo José Reinaldo Tavares (hoje no PSB), em 2006. Desde então, desqualificar as qualidades do Maranhão para atingir objetivos políticos tem sido a tônica das campanhas de todos os oposicionistas.

Quando governador do Maranhão, eleito pela força eleitoral da governadora Roseana Sarney (PMDB), José Reinaldo decidiu romper com o seu grupo e passou a vender a ideia de que o Maranhão é um estado de miseráveis, mesmo diante de índices sociais que apontam crescimento e desenvolvimento no estado.

José Reinaldo chegou a pagar propaganda em revistas de outros estados e outdoors espalhados em Brasília, com informações que desqualificavam o Maranhão.

Em 2006, para eleger Jackson Lago (PDT) governador, ele manteve este discurso, que passou a ser usado também pelo candidato do PCdoB, Flávio Dino, a partir de 2008, quando disputou as eleições para a Prefeitura de São Luís, e se intensificou a partir de 2010, quando foi candidato ao governo.

Os críticos do Maranhão tiveram a oportunidade de mostrar, na prática, mudança de projeto para o estado, a partir de 2002, com José Reinaldo, e até 2009, com Jackson Lago.

José Reinaldo foi preso na Operação navalha, acusado de corrupção, e Jackson Lago cassado em 2009 por crime eleitoral nas eleições de 2006.

Fonte: Jornal O Estado do Maranhão
Data: 3/7/2014