Abaixo um texto-resposta que enviamos à Professora Lígia Teixeira a respeito de seus comentário sobre o  M-TEC. Aproveitamos para esclarecer sobre o programa:

“Prezada Lígia Teixeira,

Temos acompanhado seu dedicado trabalho jornalístico, enriquecido por sua formação como historiadora, que propicia importante contextualização dos fatos. Diante disso, encaminhamos a você algumas informações sobre o programa M-TEC, implantado em 2013 pela Secretaria de Estado da Educação:

Concordamos com sua visão quanto à necessidade do estabelecimento de uma governança de TI no processo de construção de alternativas socialmente relevantes em áreas como educação, saúde, entre outras. Inegável, também, os desafios sociais enfrentados pelo Maranhão na área de educação, expressos em indicadores educacionais de domínio público..

É justamente para enfrentar os desafios de um Estado de extenso território e com elevado contingente da população vivendo na zona rural, em comunidades longínquas e de difícil acesso, que a SEDUC lançou mão da tecnologia para levar a educação formal para os jovens lá residentes. Aliás, fez-se isso usando a expertise em TI do Maranhão. Afinal, todo o acervo tecnológico usado na experiência Piloto implantada em 2013 é da SECTEC/UNIVIMA. Além da UNIVIMA, há boas práticas na UEMA, por meio da UEMANET, já enaltecidas em âmbito nacional.

O Projeto de Mediação Tecnológica é uma experiência Piloto (executado somente em 26 salas no ano de 2013). Sobre ele:

1. O Programa M TEC é dinâmico, presencial mediado por tecnologia, com aulas ao vivo, com interatividade entre professor de estúdio, professor local e aluno, tudo em tempo real. As aulas não são gravadas, mas transmitidas ao vivo, permitindo que o aluno fale com o professor de qualquer parte do Estado, via satélite;

2. O M TEC não substitui professores por aparelhos de TV. O professor será sempre o mediador do processo ensino e aprendizagem. O programa é uma alternativa para, além de oportunizar o acesso qualificado ao ensino médio aos jovens do meio rural, possibilitará o aproveitamento de professores da própria rede, que terão um aprendizado a mais no uso das ferramentas das TIC’s na educação. Convém ressaltar que como não há cursos de licenciaturas em todos os 217 municípios do Maranhão (situação que se agrava quando se busca tais profissionais nos milhares de povoados do Estado), há carência de professores em diversas especialidades do ensino médio, especialmente em Física, Matemática, Biologia, Química e Línguas. Tal problemática tem sido enfrentada em todo o Brasil, fato que levou o MEC a lançar recente programa de estímulo à pesquisa e à docência. No M TEC, os professores são da rede estadual e os alunos tem aulas de especialistas das diversas disciplinas. Além, é claro, de 2 professores que permanecem na sala para auxiliar os alunos no processo de interatividade com os professores de estúdio.

3. A seleção das 26 salas do Projeto Piloto implantado em 2013 foi feita por meio de reuniões com os Gestores Regionais de Educação, obedecendo a 2 critérios principais: localidades longínquas e difícil acesso e com carência de docentes;

4. Para ministrar as aulas do M Tec montou-se um corpo docente de 13 especialistas que, diretamente do estúdio e a partir da plataforma tecnológica da Univima, permite ao aluno tirar suas dúvidas imediatamente, em tempo real, não transferindo ao professor local essa atribuição;

5. Devido ao formato do Programa, os especialistas utilizam cotidianamente recursos didáticos variados, interativos e de grande interesso do jovem contemporâneo, que é um nativo digital. Assim, vídeos, imagens e músicas, etc são parte integrante de suas aulas, permitindo ao aluno a compreensão dos conteúdos trabalhados de forma dinâmica e contextualizada, metodologia raramente utilizada em salas como essas, já que funcionam em pequenas escolas, geralmente cedidas pela rede municipal e com pouquíssimos recursos midiáticos;

6. Estudos e pesquisas foram realizados desde 2012, para averiguação do referido programa em projetos similares, já consolidados em outras Unidades Federativas, bem como experiência da SECTEC para oferta de cursos profissionalizantes. No Amazonas, já são mais de 3 mil salas, na Bahia, 800 salas e no Piauí, já passam de 200. Em todos estes casos, relatos, pesquisas e/ou avaliação de resultados evidenciam que tratam-se de experiências exitosas. Certamente, no Maranhão também haveremos de ter excelentes resultados, alguns já demonstrados em relatos de alunos, professores e familiares.

Para melhor compreender o Programa, convidamos você para nos visitar na SEDUC, conhecer in loco esta experiência ainda embrionária, visitar uma sala em algum povoado, sugerir melhorias, fazer outras proposições. A SEDUC aguarda sua visita e contribuições!

Como diz a Constituição Federal, a educação é um direito de todos, dever do Estado e da família, mas deve ser feita com a colaboração da sociedade”.

Atenciosamente,
Secretaria de Estado da Educação