Aumento aos aposentados e o bode russo

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É bom sempre lembrarmos que na Revolução de 17, na Rússia, várias famílias eram abrigadas em uma mesma casa. E as famílias que lá estavam reclamavam a cada chegada de uma nova família. Num belo dia, num inverno muito rigoroso, o governo mandou colocar um bode desses bem fedorentos em uma dessas casas. Todas as famílias reclamaram. Mas a polícia foi lá, retirou o bode e tudo ficou em paz.

É o que ocorre com a questão do fator previdenciário. O fator previdenciário foi o bode que colocaram para os aposentados. Agora todos estão felizes com o aumento. Claro que a imprensa está batendo nos 7,7%, mas a imprensa não lembra que os aposentados, ao longo de todo esse tempo, não tiveram um reajuste digno e seus ganhos vêm sendo comprimidos. Eles contribuíram para, ao final, terem uma aposentadoria digna.

O que esta Casa fez não foi irresponsável, e o que o Presidente fez não foi eleitoreiro. O Presidente cedeu a uma proposta desta Casa. É claro que há um custo, e esse custo tem de ser absorvido por toda a sociedade, afinal de contas foram os aposentados que trabalharam para este País.

E essa questão de se dizer que a Previdência é deficitária é questionável, pois não é bem assim. Ao longo da história, os recursos da Previdência financiaram as grandes obras, haja vista Brasília. Brasília foi uma das obras financiadas pela Previdência, mas não houve retorno com os ganhos auferidos com essas construções, com a valorização dos imóveis, por exemplo. Nada disso retornou à Previdência.

Acho que a luta dos aposentados por proventos mais dignos deve continuar. Foi uma vitória, ainda que pequena. E devo lembrar que esta Casa só concedeu reajuste de 0,7%, pois os 7% já estavam acordados. Estão de parabéns os aposentados porque foram aguerridos e vieram a esta Casa lutar pelo referido reajuste.

E outra coisa: é difícil conceder aumento para aposentado neste País. Eles tiveram que dormir nesta Casa. Mas quando o aumento é para os servidores do Judiciário, basta o Presidente do Supremo ligar para cá que o Presidente desta Casa coloca a matéria em regime urgência, votamos simbolicamente e, no mesmo dia, votamos o aumento. Os aposentados, por sua vez, sofreram muito nesta Casa. Não sou contra o aumento ao Judiciário, mas deviam dar igual tratamento a todos.

Vejam a situação da Polícia Militar deste País: estão em greve, lutando pela votação em segundo turno da PEC nº 300. E não se vota a proposta.  Caso fosse pleito do Judiciário, já a teríamos votado há muito tempo.

Portanto, esta Casa precisa ganhar independência dos outros Poderes e ter firmeza naquilo que faz, como fez agora com os aposentados. Parabéns a todos os Deputados desta Casa! Parabéns aos Senadores, que nos acompanharam! E parabéns principalmente ao Presidente Lula, que cedeu ao apelo que esta Casa fez, a aprovação responsável que fizemos aqui.

Pedro Fernandes

Rápida reflexão sobre a realidade dos aposentados

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Estamos com uma política de salário mínimo realmente espetacular. O salário-mínimo, de 60 e poucos dólares, foi para 300 dólares. Mas, por outro lado os empréstimos bancários, principalmente no maranhão, estão tirando esse ganho do trabalhador. Estive no final dessa semana no município de Arame e ouvi o depoimento de um Vereador. Quero fazer uma referência a S.Exa.  o nobre Vereador Antônio Rezende, do Município de Arame. Ele disse que os correspondentes bancários estão atacando os aposentados para melhorar empréstimos, dada a margem e o limite, cobrando taxas de cadastro, taxas de abertura de crédito e a juros escorchante.

Então, quero mais uma vez denunciar que damos com uma mão e tiramos com outra e isso não prejudica só o aposentado, prejudica a economia dos pequenos municípios. Enfim, sóganham os bancos, que ontem tiveram um aumento de mais de 8% na sua taxa de juro, com 0,75 de acréscimo.

Pedro Fernandes

PF: “Aumento da taxa Selic é desrespeito com aposentados”

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BRASÍLIA – O deputado federal Pedro Fernandes (PTB-MA) considera o aumento da taxa Selic uma afronta direta aos aposentados brasileiros. “Enquanto estamos há mais de um mês tentando votar o aumento de 7,7% para os aposentados, que o governo teima em querer dar apenas 6,14%, vem meia dúzia de burocratas e consegue o aumento da taxa Selic para 9,5% ao ano”, declarou o deputado.

Ao fazer um comparativo das despesas geradas com os dois aumentos, Fernandes explicou que se dermos o aumento que os aposentados pedem, o de 7,7%, a despesa do governo será de um pouco mais de R$ 1 bilhão ao ano. No entanto, aumentando a taxa Selic de 8,75% para 9,5% (um aumento relativo de 8%) gerará despesas públicas de até R$ 89 bilhões ao ano. Atualmente as despesas são de R$ 80 bilhões. Será um aumento de R$ 8 bilhões. Muito acima do que pedem os aposentados.

O deputado maranhense chama atenção de todos os deputados para outro detalhe: este aumento dos juros no país é apenas o primeiro de uma série. Os economistas do mercado financeiro trabalham com a previsão de que a taxa básica de juros termine 2010 no nível de 10,25% a 12,75% ao ano.

“Isto é revoltante. A Câmara dos Deputados precisa olhar a população brasileira. Os senhores aposentados perderam muito. Já que o Brasil está crescendo, precisamos ter uma política de recuperação desses salários”, conclui Pedro Fernandes.

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