
Handson Chagas
A Secretaria de Estado de Cidades e Desenvolvimento Urbano (Secid) realizou, nesta segunda-feira (21), a última coleta de água do projeto piloto de descontaminação e eliminação de odores da Lagoa da Jansen. A retirada do material foi feita pela Empresa de Engenharia Ambiental (Ambiem) e pela Universidade Federal do Maranhão (Ufma) que farão a análise do material. O trabalho está sendo feito em uma área da lagoa localizada no final da Rua 1, no São Francisco.
O secretário de Cidades e Desenvolvimento Urbano, Pedro Fernandes, acompanhou o trabalho e anunciou que, na próxima semana, a secretaria deve se reunir com os parceiros do projeto, para falar sobre a abertura da licitação para a despoluição de toda a área da lagoa. O trabalho deve ser iniciado, segundo informou o secretário, em fevereiro do próximo ano.
“Essa é um trabalho importante que trará grandes benefícios para a população tanto na qualidade de vida quando no espaço de lazer que os ludovicenses poderão desfrutar”, destacou o Pedro Fernandes. O projeto tem a parceria das secretarias de Meio Ambiente (Sema), Infraestrutura (Sinfra), Esportes e Lazer (Sedel), a Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema), prefeitura de São Luís e Ufma.
O projeto piloto foi iniciado dia 16 de agosto e tem duração de 90 dias. No primeiro dia foram despejados 2000 litros do produto, posteriormente, a cada dia, estão sendo lançados 100 litros de E.M. (concentração de microorganismos). Durante os 90 dias de aplicação do produto na área estão sendo realizados exames nas amostras de água para monitorar a ação da tecnologia EM.
Tecnologia
A Ambiem possui uma tecnologia testada e aprovada, probiótica e natural que foi desenvolvida há 25 anos no Japão e é composta por organismos benéficos e altamente eficientes que não são nocivos ou patogênicos e nem geneticamente modificados ou quimicamente sintetizados.
Na despoluição, segundo explicou o responsável pela aplicação da tecnologia, Frederico Azevedo, são utilizados os microorganismos que pertencem a três grupos bem conhecidos: bactérias ácido-láticos, usadas na produção de iogurte e queijos; leveduras, usadas em pães, cervejas e vinhos; e em bactérias fotossintéticas, presentes nas algas verdes.
O projeto piloto demonstrativo de descontaminação e eliminação de odores da Lago da Jansen completou três meses de execução e, segundo Frederico, já é possível perceber avanços no trabalho. “Nessa área que estamos trabalhando podemos ver, por exemplo, a presença de alevinos, peixe pequenos, numa demonstração de que a poluição esta diminuindo”, observou. Toda a despoluição da Lago, deve acontecer em um prazo de 14 meses.
O resultado da análise do material colhido nesta segunda-feira, deve sair em 20 dias, quando também será entregue o relatório final desta etapa do trabalho. O professor da Ufma, Odilon Teixeira de Melo, explicou também que já houve diminuição de alguns parâmetros que foram analisados na última coleta como a demanda bioquímica de oxigênio e bactérias patogênicas. “Mas precisamos fazer uma interpretação de todos os dados, uma contextualização, para darmos um relatório conclusivo”, disse. Trabalho semelhante ao que está sendo realizado na Lagoa da Jansen já vem sendo feito em Belo Horizonte, na Lago da Pampulha, com bons resultados.
Despoluição
A inda como parte do projeto de despoluição da Lagoa, executado pelo governo do Estado, a Caema, está com licitação, já em fase de homologação, para execução do Sistema São Francisco que inclui a construção de sistema elevados, interceptores e interligação da rede coletora existe aos interceptores, num total de 8 quilômetros de rede.
Os recursos para execução dessa obra, segundo informou Pedro Afonso Costa, da Caema, são da ordem de R$ 7,2 milhões. Pedro Afonso informou que serão construídos interceptores que vão coletar o esgoto do local e levar até a estação de tratamento do Jaracati.
“Vamos aliviar essas elevatórias que circundam a Lagoa da Jansen e vamos aliviar parte do esgoto que está vindo da península para a elevatória, levando para uma elevatória da Ilhinha e de lá conduzido para a do Jaracati”, explicou Afonso Costa.
Serão feitas também três estações elevatórias e em uma segunda etapa será complementado o projeto com a construção de redes coletoras e mais três elevatórias. A primeira etapa da obra deve ser iniciada em dezembro.